“A IMPORTÂNCIA DO ARCO METROPOLITANO PARA PERNAMBUCO”

Conhecido como “Arco Metropolitano do Recife (AMR)”, trata-se de imponente obra rodoviária, que fará a ligação de Norte a Sul da Região Metropolitana do Recife (RMR), se estendendo desde a Cidade de Goiana até o Cabo de Santo Agostinho. O AMR atravessará as áreas urbanas de sete Municípios do Estado de Pernambuco (Goiana, Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho), sendo que neste último município fica localizado parte do importante Complexo Portuário de Suape. Circulam, diariamente, nesse trecho de malha rodoviária, dezenas de linhas de ônibus e milhares de veículos. Convivemos com a má conservação de nossas estradas e com o intenso tráfego de cargas e de passageiros, que provocam longos congestionamentos, os atrasos em viagens e o constante risco de acidentes, além da poluição ao meio ambiente (atmosférica e sonora). Essas deploráveis condições de mobilidade e de acessibilidade acarretam uma elevação nos custos dos transportes e induzem à perda de produtividade, com a consequente redução da atratividade econômica da Cidade do Recife, que ocupa a posição estratégica de centro de serviços e de distribuição da RMR.

Pelo exposto, o AMR pode ser considerado uma obra fundamental para a melhoria da infraestrutura logística e do desenvolvimento econômico e social de PE, pois propiciará um incremento na qualidade do transporte coletivo e no escoamento da produção, além de auxiliar e de viabilizar o ordenamento do crescimento ocupacional da RMR. Nos projetos existentes, já está definido que o objetivo maior dessa obra é a melhoria na ligação entre os polos de desenvolvimentos localizados ao Norte, Oeste e Sul, com acessos às principais rodovias existentes, facilitando o transporte de cargas e de passageiros, a fim de desafogar, principalmente, o fluxo do tráfego na RMR. Os citados projetos que viabilizarão o AMR, também, deverão contemplar três fatores primordiais: (1) a preservação do meio ambiente, evitando causar grandes e irreversíveis impactos ambientais; (2) a promoção do desenvolvimento de todas as áreas integrantes dos munícipios da RMR, por meio dos investimentos comerciais, industriais e residenciais a serem realizados e da geração de empregos; (3) a responsabilidade com os valores dos investimentos a serem realizados, que devem ser compatíveis com os praticados no mercado. Sendo um bem público, o AMR se traduzirá em uma obra estratégica que beneficiará não apenas o setor produtivo de PE, mas toda a população do nosso Estado, fortalecendo a infraestrutura logística e promovendo o desenvolvimento econômico e social, com forte impacto na economia dos Municípios.

Nesse “pacote de melhorias”, também, deve ser considerada a influência na qualidade e na redução dos custos com o transporte coletivo, bem como no escoamento da produção e no ordenamento do crescimento ocupacional da RMR. Diante disso tudo, o esforço conjunto e o diálogo, entre técnicos e classe política, são mais do que necessários para viabilizar a implantação do AMR, a fim de encontrarem uma solução, quanto às questões ambientais e aos valores dos investimentos para a concretização dos projetos integrantes, todos considerados de grande importância para a economia de PE.

Cláudio Sá Leitão – Conselheiro pelo IBGC e CEO da Sá Leitão Auditores e Consultores.

PUBLICADO NO JORNAL FOLHA DE PERNAMBUCO EM 05.08.2021